Cinema Mexicano
- Inicio do século XX
- Documentar acontecimentos históricos – em especial a Revolução Mexicana
- Nos anos 20
- Foram produzidos poucos filmes, em grande parte devido à grande instabilidade do clima político
- Nos anos 30
- Paz e estabilidade política, a cinematografia arrancou de vez. Os primeiros cineastas mexicanos foram influenciados e encorajados pela visita de Serguei M. Eisenstein ao país.
Os Anos de ouro
- Nos anos 40, desenvolveu-se todo o potencial da indústria
- O México dominou o mercado cinematográfico da América Latina durante a maior parte dessa época, sem a competição da indústria norte-americana
- Benefícios do alinhamento do México com os Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial
- Os americanos ajudaram a incentivar a indústria do cinema, fazendo empréstimos ou investimentos diretos, fornecendo-lhe filme virgem, equipamentos e assessoramento técnico a um bom preço
- A maioria dos filmes americanos realizados entre 1940 e 1945 refletiam um interesse por temas de guerra, alheios ao gosto latino e a produção europeia tampouco representava uma concorrência considerável
- A indústria de cinema mexicana tornou-se a maior produtora de filmes de língua espanhola, desafiando significativamente a hegemonia de Hollywood no ramo da exibição pela América Latina
- Atores, atrizes e realizadores tornaram-se ícones populares e mesmo figuras com influência política em várias esferas da vida mexicana
- Pedro Infante, Jorge Negrete, María Félix, Mario Moreno “Cantinflas”, Joaquín Pardave e Dolores del Río
- Os temas dos filmes, embora na maior parte apresentados no formato de dramas ou comédias convencionais, tocaram todos os aspectos da sociedade mexicana
- Séries americanas, divas italianas e a religião eram as inspiração dos atores e roteiristas
- A “comédia ranchera” (rural) contribuiu para familiarizar os latino-americanos com o folclore mexicano
- Gabriel Figueroa tornou-se um realizador aclamado internacionalmente, e Emilio Fernández e Luis Buñuel realizaram alguns dos filmes mais importantes do México
- Tepeyac (1917) – José Manuel Ramos, Carlos E. Gonzáles e Fernando Sáyago
- Flor Silvestre (1943) – Emilio Fernández
- Há um pré e um pós-Buñuel.
- Depois dele, o cinema abre caminho com Arturo Ripstein, Paul Leduc, Jaime Humberto Hermosillo ou ainda Nicolas Echevarria, substituídos nestes últimos anos por uma nova geração onde se destacam Maria Novaro, Carlos Reygadas, Guillermo del Toro e Alejandro Gonzalez Iñarritu.
- O apogeu dos estúdios do México coincide com a consolidação do populismo e do nacionalismo cultural que dão ao país uma estabilidade sustentável
- No momento em que se nacionaliza o seu petróleo, os mexicanos apropriam-se da comédia musical ou do melodramático e conferem-lhe um estilo que só a eles pertence.
- À semelhança de algumas das principais empresas distribuidoras de Hollywood, os mexicanos constroem salas de cinema cuja programação monopolizam em vários países hispanófonos, sem esquecer as salas do sul dos Estados Unidos reservadas aos imigrados.
*Postado por Ítalo D'avila. Material cedido por João Pedro Ribeiro e Leandro Ebling,
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