“É preciso ser louco
para fazer cinema na Africa”.
Acredita-se que a frase seja do senegalês Ousmane Sembène, o primeiro cineasta africano a alcançar reconhecimento internacional (fonte:IMDB). Sembène conseguiu tal feito com o filme "La Noir De..." (1966), sobre a história de uma jovem senegalesa que chega na França para trabalhar como empregada doméstica. Antes, ansiosa para ver na realidade o luxo ostentado na revista Elle, a moça se vê desiludida com a exploração que sofre (fonte: Blog Cine África).
Abaixo temos um trecho do filme "La Noire De...".
A cinematografia africana é uma das mais jovens do mundo, e mesmo não sendo amplamente divulgada por essas bandas, não deixa de atrair olhares por conta de suas várias faces.
No livro Cinema Mundial Contemporâneo (organização de Fernando Mascarello e Mauro Baptista) temos um capítulo dedicado ao cinema africano. Podemos ver, por exemplo, que ao mesmo tempo em que os filmes obtém financiamento fora do continente, as novas tecnologias permitem também inovações na produção e distribuição na África.
Abaixo, um vídeo produzido pela TV Brasil, sobre festivais africanos de audiovisual.
Acredita-se que a frase seja do senegalês Ousmane Sembène, o primeiro cineasta africano a alcançar reconhecimento internacional (fonte:IMDB). Sembène conseguiu tal feito com o filme "La Noir De..." (1966), sobre a história de uma jovem senegalesa que chega na França para trabalhar como empregada doméstica. Antes, ansiosa para ver na realidade o luxo ostentado na revista Elle, a moça se vê desiludida com a exploração que sofre (fonte: Blog Cine África).
Abaixo temos um trecho do filme "La Noire De...".
A cinematografia africana é uma das mais jovens do mundo, e mesmo não sendo amplamente divulgada por essas bandas, não deixa de atrair olhares por conta de suas várias faces.
No livro Cinema Mundial Contemporâneo (organização de Fernando Mascarello e Mauro Baptista) temos um capítulo dedicado ao cinema africano. Podemos ver, por exemplo, que ao mesmo tempo em que os filmes obtém financiamento fora do continente, as novas tecnologias permitem também inovações na produção e distribuição na África.
Abaixo, um vídeo produzido pela TV Brasil, sobre festivais africanos de audiovisual.
Paulin Soumanou Vieyra, também pioneiro no cinema africano e escritor, saiu na frente ao escrever sobre o assunto. Na ocasião do lançamento de seu livro O cinema africano, Vieyra explicou que escolheu abordar o tema no singular pois naquela época (ano de 1975), não havia “[...] cinemas nacionais importantes que permitissem fracionar
o seu estudo em cinema argelino, senegalês, nigeriano, marroquino”.
O texto também cita a contribuição de Guido Convents, historiador belga que escreveu L'Afrique? Quel cinema! Un siècle de propagande colonial et film africain, de 2006. No livro, Convents comenta sobre percepções e estereótipos dos chamados filmes coloniais (aquele em que a África é apenas o espaço onde a trama se desenvolve)
Breve histórico do cinema africano, baseado no livro Cinema Mundial Contemporâneo.
- O primeiro filme africano é da Tunísia: Aïn el Ghezal (A moça de Cartagena), de Chemanda Chikly - 1924;
- Laïla, de Istefane Rosti (1928) é uma produção egípcia, considerada uma exceção, pois a produção africana vai apenas dar sinais de vida nas décadas de 1950 e 1960;
- Afrique sur-Seine (Grupo Africano de Cinema) - 1955;
- “Filmar no sul para o norte com o dinheiro do norte” - Jean-Michel Frodon;
- Converteu-se, da noite para o dia, num dos maiores produtores de filmes na África e no mundo, hoje situada em terceiro lugar, estando atrás apenas dos USA e Índia.
- “..em apenas dez anos, o crescimento das produções em vídeo criou um fenômeno que suscita o fascínio de professores, jornalistas, pesquisadores e de outros teóricos do cinema, todos curiosos para descobrir a magia da Nigéia” - Tunde Kelani, cineasta nigeriano.
- Destaque para Barrot (2005) que, com ajuda de outros autores nigerianos, fez uma coletânea de artigos que descreve minuciosamente a nebulosa da indústria do vídeo no país.
- Além de salientar aspectos estéticos e sociológicos, aborda o modelo de distribuição desta indústria de vídeo, que se desenvolve longe de qualquer regulamentação pública.
- Aumento do consumo de aparelhos de videocassetes e leitores de dvd´s.
- Permitiu a emergência de um mercado informal disputado por pequenos produtores e distribuidores locais.
- Reinvestindo parte de seus lucros na produção, os pequenos distribuidores se transformaram em produtores executivos e suplantaram os próprios produtores.
- “Para muitos deles, cinema não é uma arte, é algo como uma cadeia de produção”
- Muitos são rodados sem câmeras profissionais.
- Para muitos, a informalidade é chave do sucesso de Nollywood, além da garantia de sua liberdade, já que com a ausência de grandes estúdios, garante não só a diversidade mas também a autenticidade de sua produção.
- De um lado cineastas sem qualquer formação em cinema, e de outro, cineastas que insistem em se expressar apenas em película.
- Para Tunde Kelani, é “pura mentira” a afirmação de que o único modo de produção de obras de qualidade é a filmagem em película.
- “poderia ajudar a reduzir o fosso que separa os países desenvolvidos e a África”.
- Compromisso estético e social dos filmes X sexo, violência, armas, humor slapstick (pastelão).
- Privilégio da quantidade em detrimento da qualidade. Abdicação de toda uma tradição de cinema autoral, social e político, que é a marca registrada dos filmes africanos.
- As comédias populares em vídeo, diz o autor, refletem as aspirações das classes médias africanas. Mesmo sendo produções de baixo orçamento, elas interpelam mais o público africano e encerram uma “escolha estética essencial que se distingue radicalmente das intenções do cinema francófono que se dirige apenas aos europeus”
- Para Diawara, chegou a hora do cinema africano romper com os mecanismos de ajuda da cooperação francesa.
- Diferentemente de Nollywood, os produtores e cineastas sul-africanos não desistem do cinema em película.
- O fim do Apartheid – Nova fase do cinema.
- Negros desempenhando papéis importantes.
- Temas recorrentes extraídos do cotidiano e da realidade da “nova África do Sul”.
- Estilo hollywoodiano em que são tratadas as questões sociais ligadas à violência urbana, à dura realidade da vida nos townships. São citado Yesterday (2004) , de Darrel Roodt; e Tsotsi (2005) – Gavin Hood. Segundo o site Omelete, tem-se a história de Tsotsi, um jovem criminoso que, durante um de seus delitos, encontra um bebê no banco de trás do carro que acabara de assaltar.
- U-Carmen e-Khayelitsha (2005) - Fools (1997) e Zulu lover letter (2004) Mark Dornford-May;
- Reestruturação do setor cinematográfico, que dinamizou tanto a produção quanto o circuito de distribuição e exibição;
- Dispõe de uma ampla infra-estrutura no setor audiovisual, que vem abrir novas perspectivas para a produção cinematográfica;
- Co-produção com a Inglaterra;
- O próprio Estado sul-africano se empenha na produção de filmes com subvenções concedidas aos cineastas;
- Setor de distribuição controlado pela iniciativa privada;
- Os filmes sul-africanos têm problemas para atingir as populações negras, as temáticas dos townships ainda está longe de interessar ao público branco, que continua sendo o maior freqüentador das salas alternativas;
- Existem salas de cinema nas townships, mas estas não interessam aos moradores: “[...] a taxa de comparecimento nessas salas não supera os 6%. O problema é que o jovem de Soweto não gosta da ideologia do gueto. (...) Ele prefere sair do seu subúrbio, tomar um táxi, percorrer os cerca de 28 quilômetros que o separam do centro da cidade para ir ver um filme. Durante anos, foi proibido sentar na cidade, no meio dos brancos. De repente, ele se sente um homem livre. As salas do centro da cidade são mais freqüentadas” – Suleman Ramadan.
- Mas diferentemente do cinema dos demais países africanos, o da África do Sul pode contornar parte desses problemas, graças aos conglomerados de televisão e de publicidade já existentes no país;
- South African Broadcasting Corporation (SABC) – que se envolve na produção de ficção colocando fundos à disposição de jovens realizadores.
*Texto: Adrielly Cordeiro e Renan Marinho. Material cedido por Renan Marinho, Pedro Carlos e Dheik Praia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário