Naquele país, o cinema serviu, por muitos anos, como um instrumento do Partido Comunista ali instaurado para disseminar sua ideologia.
Durante a Revolução Cultural (1966-1976), o líder Mao Tsé Tung procurou aliar-se à juventude chinesa, promovendo uma onda contrária aos pensamentos de Confúcio, influência milenar para aquele país. Este confronto de ideias faziam com que o confucionismo fosse encarado como retrógrado. Entretanto, o cenário na época apresentava escolas fechadas, enérgica censura e atraso tecnológico.
(Fontes: Mundo Estranho e Cine Clube Ybitu Kat)
Tomando o livro Cinema Mundial Contemporâneo (organização de Mauro Baptista e Fernando Mascarello), temos nomes notáveis da cinematografia chinesa, formados pelo Instituto de Cinema de Pequim:
- Chen Kaige: Yellow Earth (1984); Life on a String (1991); Farewell My Concubine (1993);
- Tian Zhuangzhyang: Blue Kite (1993);
- Zhang Yimu: Raise the Red Lantern (1991).
A seguir, trailer do filme Yellow Earth (1984), ponto inicial da Quinta Geração e de um novo cinema chinês. Retrata a complicada relação entre cultura e política, por meio da história de um soldado comunista que se muda para uma pequena aldeia ao norte da China para pesquisar sobre canções folclóricas. Lá se instala em uma casa pobre, onde se apaixona pela filha do dono.
Coreia
Também marcado pelos acontecimentos políticos, o cinema coreano apresenta os seus contrastes: tanto a Coreia do Norte quanto a do Sul detém grandes indústrias cinematográficas, mas enquanto a primeira apenas abarca temas comunistas e/ou revolucionários, a outra ainda tem alguma divulgação internacional.
O site Cinema Coreano apresenta os seguintes períodos desta cinematografia:
- Período inicial (até 1926): há divergências sobre qual seria o primeiro filme produzido na Coreia. A disputa fica entre a produção Chunhyang-Jeon (lançada em 1922), também provavelmente o primeiro longa-metragem coreano, além de possuir cor, som e widescreen; e Yun Baek-nam’s Ulha ui Mengse (1923);
- A Era de Ouro do Cinema Mudo (1926-1930): Na Woon-gyu, um jovem ator, escreveu, dirigiu e estrelou seu próprio filme, Arirang (1926), inspiração para a intensa atividade cinematográfica coreana na década de 1920;
- A Era Silenciosa (1930-1935): a censura fez com que a produção de filmes caísse (cerca de 2 ou 3 por ano). Alguns cineastas se refugiaram em Xangai, cenário de grande indústria cinematográfica. Na Woon-guy protagonizou o filme mais importante do período, Imjaeobtneun naleutbae (1932);
- Início da Era do Som (1935-1945): mais obras significativas da Na Woon-gyu, como Kanggeonneo maeul (1935) e Oh Mong-nyeo (1937), esta última no mesmo ano da morte de Woon-gyu. O Japão passa a deter os direitos artísticos dos filmes coreanos a partir de 1938, e em 1942, a língua coreana é banida das produções;
- Eras da Liberdade (1945-1950) e Guerra (1950-1953): o filme Viva Freedom! (1946) é o símbolo da era da liberdade, assim chamada por conta da rendição do Japão em 1945. No período de guerra, a média de produção de 5 ou 6 filmes por ano;
- Era Dourada (1953-1973): até o término da década de 1950 houve melhora em qualidade e quantidade de produções na Coreia do Sul. Após a era da Guerra, quando a média de produções era de 5 a 6 por ano, a Coreia do Sul volta a produzir em maior quantidade (111 filmes no ano de 1959). Em 1963, foi promulgada a Lei Cinematográfica, com restrições sobre filmes produzidos e o conteúdo destes.
No canal Korean Film Archive, no Youtube, é possível ter acesso a diversos filmes sul-coreanos clássicos. (Fonte: BrazilKorea)
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