quinta-feira, 30 de maio de 2013

Cinema Asiático: Índia

Na matéria sobre os 100 anos de Bollywood (termo empregado à indústria cinematográfica em língua hindi) o site Deutsche Welle afirma que esta é a maior do planeta, mesmo sendo considerada por muitos críticos especializados como brega e desprovida de conteúdo artístico. A mesma fonte indica que o cinema naquele país tem cunho educativo, visto que um terço da população não sabe ler ou escrever. Além disso, é o maior expoente de entretenimento em massa.
O Rei Harishchandra (1913), do diretor Dhundiraj Govind Phalke, é considerado o primeiro filme indiano. Chamam atenção os personagens femininos sendo interpretados por homens, já que ser atriz era algo indecente para a época.
No filme, o rei parte em uma caçada junto ao seu filho, e encontra três fadas em chamas.  As fadas tentam persuadir o rei a desistir de seu reino, e em meio a tantas dificuldades que o personagem principal enfrenta, este é avisado por um deus de que tudo não passava de um teste à sua índole (Fonte: IMDB).


 Na era de ouro do cinema hindi, despontam diretores que abordavam questões polêmicas. O diretor Raj Kapoor adquiriu fama internacional na época com filmes como Barsaat (1949) e  Awaara (1951), inspirando o espírito musical presente nas produções indianas atuais (fonte:IMDB).

 Raj Kapoor
Nos anos 1970, temos a figura de Amitabh Bachchan, conhecido como a primeira estrela internacional da Índia. Atuou em "Angry Young Man", além de filmes de ação que retratavam as mazelas sociais do país. O site The Times of India afirma que sua carreira vitoriosa fez com que, além de ganhar inúmeros prêmios por suas atuações, fosser eleito membro do Parlamento Indiano nos anos 80,  e o primeiro asiático vivo a ser homenageado com uma estátua de cera no famoso museu Madame Tussauds.

Se os anos 1970 foram marcados pelos filmes de ação, os da década que seguia trouxeram as histórias de amor e rebeldia. Por fim, nos anos 1990, vieram produções mais realistas, como Bombay (1995), sobre o embate entre hindus e mulçumanos no ano de 1993, e Com Todo o meu Coração (1998), sobre o terrorismo.
Foi apontado pelo Observatório Europeu do Audiovisual que a Índia produziu 1274 filmes no ano de 2011, muito acima de Hollywood. Ainda estima-se que 14 milhões de pessoas frequentem as salas de cinema indianas.
Abaixo,temos o filme Black (2005), tendo como personagem principal a jovem Michelle, amargurada devido suas deficiências visual e auditiva. Ela convive com seu professor Debraj (interpretado por Amitabh Bachchan) e compartilha momentos importantes de sua vida com ele.

Terminamos este post com uma citação do livro Cinema no Mundo: Ásia:
Hoje, Bollywood é a marca mais visível e popular do cinema indiano, conhecida pelas canções e danças ingênuas, amantes desventurados, celebrações ostentosas de glamour e espetáculo, irmãos perdidos e encontrados, coincidências convenientes e finais felizes. Muitos podem reprovar as lágrimas de glicerina e o molho de tomate, a correria frenética entre as árvores, o sári branco encharcado pela chuva aritificial ou o crescendo de cem violinos. Mas o público de Londres, Cidade do Cabo, Los Angeles e Tóquio normalmente reage a esses elementos com o mesmo entusiasmo de quem assiste ao filme na Índia.
 
*Texto: Adrielly Cordeiro e Diego Nogueira.

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